Não me falem em lógica. A lógica é sobrevalorizada, desde que nós e a lógica somos lógica. Tem ares de superior e vem nunca à hora marcada, entrega-se a quem tenha dois dedos de boa retórica. É uma menina rica pobre de espírito, (pelos menos que admitisse que o corpo dela não existe quando ao pé de tudo o resto). Não há muito que saber, ela não entende - mesmo, porque ela inteligente e nada mais.
Tenho dúvidas, que existem viagens e coisas que tais que dão sentido ao sono da noite e aos sonhos da manhã limpa e já gasta. A dúvida de chance perdida ganha ou entravada algures num purgatório de oportunidades, haverá um novo dia, uma nova cama, uma nova pele sem escamar ou mudar os lençóis. É que não sei grande coisa da vida, mas não me importo de perder a lógica. Não deixa saudades. É uma namorada que me tira a identidade, que não me deixa ir ao fundo de mim do dia com força que força, que só cospe berbigotos intelectuais e se alimenta da minha personalidade coisa ansiedade.
Não há muito que saber e ela não entende. E eu não sou de contar, aprendi a não gostar assim assim, de coisas favas contadas. Sei ouvir e nem todos os dias. Mas o que fica fica e não tem lógica, tem mais que corpo. A lógica há-de vir, mas nunca à hora marcada.
Sem comentários:
Enviar um comentário