Não há palavras que descrevam a falta que me fazes. Não há alguém que entenda. Eu não entendo, mas nem por isso me dói menos.
Porque me parece que todos vêem e vão e acenam e sorriem e abraçam e julgam e partem, entretidos na tela das suas vidas. Porque sei que as minhas canelas são fracas de amores de mim para o mundo e do mundo para mim. Porque penso como serei uma outra vez, cuspida da espiral umbilical. Outra oportunidade. Começar sem cabelos brancos nem dedos encarquilhados. Contigo, para sempre. Foi sempre assim que sonhei.
Na verdade o mal nem está na verdade que vivo. Eu queria sempre algo diferente do que tenho e isso faz-me prever o desfecho disto tudo. Não me engano, o amor é uma mistura de dependência, amizade e sexo. Tudo o resto é uma ilusão de poetas e sábios, que vêem muito mais do que eu. Graças a Deus.
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