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Mas afinal, a tua alma é feita de quê? Não é por nada, é que já estou cansada de andar aqui às voltas com os pés pregados no chão. Que já te decidias ou te matavas de uma vez por todas as que me fazes a cabeça em papa Cerelac. Não sabes se sabes, não sabes se queres, não sabes que és uma sombra que aprendeu a amar a sua sombra. Palminhas para ti, no escuro ninguém te vê, mas esqueceste que ainda existes. E fodes-me a cabeça até ao último suspiro, antes de adormecer.
É complicado de entender, é o que dizem. É uma coisa intrincada, labiríntica, que obriga a pensar e a tentar entender o que ela quer. E é tão simples e somos só nós a vê-lo. E agora até aceito que sejam os meus olhos a distorcerem a brincadeira da nossa vida, mas tenho quase a certeza que não encontro outras palavras, outros caminhos. A culpa é tua. Não sabes se queres, se sabes, se és. De que é feita a tua alma, afinal?
De medo. E o medo não é nada.
És uma mulher ou és um rato? Tu podias escrever sobre o que quiseres que todas as pessoas se identificariam com o texto à sua maneira. Tu escreveste por um motivo muito próprio e delineado e no entanto, qualquer pessoa associa as frases pura e simplesmente ao tema que conceptualmente compuseste esta narrativa. Já imagino daqui a alguns anos, os estudiosos a provar as ligações entre frases com episódios da tua vida pessoal e a explicar os teus textos. Porém, por agora este texto não é labiríntico, contudo, não fazes do leitor um burro e obrigas-lo a pensar. Não é para todos.
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