Quando digo que somos muitos iguais, há sempre alguém que exclama, reclama, se escama, faz birra no assento, embora de boca cosida. Quando há coisas tão simples como a vontade de dar vida, criar, fazer diferente e mudar o mundo inteiro com amor e esperança, há sempre alguém que nos diz 'tem cuidado', 'não vás por aí', qualquer coisa como olha -que- isso- dói -e -dá- trabalho-,- vê- lá- no -que- te -vais -meter. Mas é quando ouço o dito por não dito e o sentido por flácido e gordurento no colchão inutilizado, que me mete nojo num anseio de não ser igual, nunca mais dizer que há ponta de cabelo ou unha igual entre nós.
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